escrito por ilegra
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A presença feminina na tecnologia tem crescido nos últimos anos, mas ainda enfrenta desafios estruturais importantes. No Brasil, apenas 19,2% das pessoas especialistas em Tecnologia da Informação são mulheres. Para que o país se aproxime da equidade de gênero até 2030, seria necessário o ingresso de mais de 53 mil novas profissionais por ano no setor.
Esse cenário mostra que falar sobre mulheres na tecnologia vai além de uma pauta de diversidade. Trata-se de um tema estratégico para inovação, crescimento e sustentabilidade dos negócios.
Ser mulher na tecnologia ainda exige resiliência constante. A jornada profissional envolve não apenas desafios técnicos, mas também a necessidade de lidar com estereótipos e barreiras culturais.
A baixa representatividade feminina em cargos de liderança reduz o acesso a referências e torna o crescimento na carreira menos tangível para quem está começando. Além disso, muitas profissionais enfrentam a chamada síndrome do impostor, caracterizada pela insegurança ao assumir novos desafios ou posições.
Nesse contexto, redes de apoio e programas de mentoria são fundamentais. Eles contribuem para o fortalecimento da confiança, aceleração do desenvolvimento e construção de trajetórias mais consistentes dentro do setor de tecnologia.
A diversidade de gênero na tecnologia não é apenas uma questão de inclusão, mas um fator determinante para o sucesso das empresas. Organizações com equipes diversas conseguem tomar decisões mais estratégicas, inovar com mais consistência e responder melhor às mudanças do mercado.
A presença feminina contribui diretamente para uma visão mais integrada dos negócios, equilibrando crescimento com eficiência operacional. Esse impacto se reflete na retenção de clientes, na gestão de equipes e na melhoria contínua de processos.
Além disso, equipes diversas tendem a ser mais colaborativas e a desenvolver soluções mais alinhadas às necessidades reais da sociedade. Diferentes perspectivas ampliam a capacidade de inovação e aumentam a competitividade das empresas.
Aqui na ilegra, a inovação acontece a partir da combinação entre tecnologia e pessoas. Atuamos com soluções em estratégia, inovação, dados e nuvem, e entendemos que a diversidade é um elemento essencial para entregar resultados relevantes.
A experiência de Amanda Zacharuk mostra como esse ambiente se traduz na prática:
“Ser mulher na tecnologia é enfrentar desafios que vão além das entregas técnicas. É lidar com estereótipos, conquistar respeito e reforçar a importância da diversidade dentro das empresas. Muitas vezes precisamos provar nossa competência mais de uma vez, mas isso também nos fortalece. Na ilegra, encontro um ambiente que valoriza essa pluralidade e me permite contribuir de forma autêntica, sabendo que meu papel faz diferença para o time.”
O incentivo ao desenvolvimento também se reflete em trajetórias de liderança. A construção de um ambiente seguro faz diferença na evolução profissional.
A trajetória de Mariana Bittencourt reflete como esse ambiente pode transformar desafios em crescimento:
“Entrei na ilegra em 2022 ainda com pouca confiança no meu trabalho. Era meu segundo cargo como UX Designer e o primeiro em uma empresa grande. Foi aí que a famosa, e temida, síndrome do impostor apareceu. Na verdade, ela não bateu na porta… ela praticamente chutou.
Tive muita sorte de contar com uma líder incrível naquele momento. Ela me acolheu, me apoiou e me ajudou a confiar mais no meu próprio trabalho. Um ano depois, veio uma notícia que mudaria tudo: eu estava grávida. Foi uma mistura de emoções, porque ao mesmo tempo em que minha carreira como UX parecia estar decolando, eu também estava vivendo a experiência única de ver meu barrigão crescer semana após semana.
Recebi um convite muito especial da minha líder para assumir a liderança do nosso time. Fiquei emocionada e, claro, com aquele frio na barriga. Como conciliar o trabalho no cliente, a chegada da maternidade e uma nova jornada como líder? Mas eu sabia que queria tentar. Então me joguei.
O processo de liderança na ilegra foi muito acolhedor. Tive acompanhamento, apoio e fui assumindo as responsabilidades com calma, no meu tempo. Hoje tenho uma filhota quase completando 3 anos e a alegria de liderar um time incrível, formado por devs, designers, arquitetos e especialistas.”
Sua trajetória reforça como cultura organizacional e empatia são fatores decisivos para o crescimento profissional e para o fortalecimento da presença feminina na tecnologia.
O avanço das mulheres na tecnologia representa mais do que ocupar espaços. Significa criar referências, abrir caminhos e ampliar oportunidades para as próximas gerações.
Como destaca Amanda Schmidt:
“Ser mulher na tecnologia, para mim, é motivo de orgulho. Na ilegra, essa jornada se torna ainda mais especial, porque acontece em um ambiente onde me sinto acolhida, valorizada e em constante evolução. No fim, é sobre crescer, abrir caminhos e acreditar, todos os dias, na força que a gente tem.”
O futuro da tecnologia depende da diversidade de perspectivas e da construção de ambientes mais inclusivos. Empresas que investem na equidade de gênero fortalecem sua capacidade de inovar e se posicionam de forma mais competitiva no mercado.