escrito por ilegra
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A Inteligência Artificial já está em todas as conversas estratégicas, mas ainda é tratada por muitas empresas como promessa ou experimento isolado. O time da ilegra, que atua traduzindo negócios em soluções tecnológicas, acompanha de perto esse movimento e reúne uma base sólida de conhecimento sobre como a IA realmente funciona na prática, onde gera valor, onde falha e o que é necessário para que ela se torne uma aliada real.
Neste artigo, reunimos a visão do time sobre como a IA pode apoiar desde a tradução de demandas, passando por pesquisa e performance comercial, até a segurança no desenvolvimento de software, sempre com foco em impacto concreto, método e decisão humana.
Na ponte entre áreas de negócio e times técnicos, a IA se apresenta como um copiloto poderoso. Ela não substitui a escuta ativa nem o raciocínio analítico, mas pode apoiar a criação de roteiros de entrevistas de descoberta, organizar perguntas conforme o perfil do stakeholder, ajudar a transformar conversas em requisitos claros, revisar textos longos e identificar lacunas e estruturar user stories e materiais de alinhamento.
O ganho está em clareza, fluidez e redução de ruídos, fatores que impactam diretamente a qualidade das entregas e a velocidade de execução.
Um dos maiores erros na adoção de IA é esperar que a ferramenta pense sozinha. A experiência do time da ilegra mostra que produtividade real vem da combinação de três elementos.
Engenharia de prompt: instruções claras, exemplos e divisão de problemas em partes menores.
Mindset de automação: tudo que é repetitivo deve ser candidato a ser automatizado.
Fator humano: pensamento crítico, leitura de contexto e governança.
Ferramentas como ChatGPT, Notebook LM e plataformas de integração fazem sentido quando inseridas em fluxos bem definidos, liberando tempo para análise, estratégia e tomada de decisão.
A Inteligência Artificial tem se consolidado como um dos principais vetores de transformação no ambiente corporativo, especialmente nas áreas comerciais. Apesar dos avanços tecnológicos, ainda existe a percepção de que a IA possa substituir o fator humano. Na prática, seu maior valor está em potencializar competências que continuam sendo exclusivamente humanas.
No contexto de vendas e relacionamento com clientes, habilidades como empatia, escuta ativa, negociação, inteligência emocional e capacidade de adaptação seguem sendo fundamentais. São elas que constroem confiança, fortalecem relacionamentos e sustentam parcerias de longo prazo. A tecnologia não substitui esse papel, ela o amplia.
Nesse cenário, a IA se posiciona como uma aliada estratégica da performance comercial ao assumir atividades operacionais e analíticas, apoiando o planejamento com organização inteligente de prioridades, agendas e atividades, a prospecção com abordagens mais personalizadas e contextualizadas, o registro e consolidação de informações relevantes em reuniões, a revisão e melhoria da comunicação em follow ups e propostas e a gestão de performance com relatórios e análise de dados.
Profissionais de alta performance entendem que a IA não substitui, mas fortalece. Ela aumenta a produtividade, eleva a qualidade das entregas e libera tempo para o que realmente gera valor, relacionamento e negociação.
Na segurança de software, a IA aponta um novo paradigma. Sai o modelo centrado apenas em alertas e entra uma abordagem orientada à correção. Plataformas como GitHub Advanced Security e Copilot Autofix mostram como agentes de IA podem reduzir drasticamente o tempo de remediação de vulnerabilidades, antecipar riscos e distribuir a segurança por todo o ciclo de vida do software.
Esse movimento reforça que tecnologia sozinha não resolve. Estratégia, cultura e governança continuam sendo os pilares para uma segurança sustentável.
A visão do time da ilegra é clara. A Inteligência Artificial só gera valor quando está a serviço de processos bem desenhados e de profissionais preparados para questionar, interpretar e decidir.
Ela acelera análises, organiza complexidade e amplia a capacidade humana, mas não substitui contexto, senso crítico e estratégia. Empresas que entendem isso não estão apenas usando IA. Estão construindo inteligência de verdade.
Este artigo foi construído a partir da visão e experiência do time da ilegra, com contribuições de Daiana Escobar, Madu Feitosa, Júlia Dietrich, Mateus Lenhart e Nayara Dantas.